A 5 minutos do IED o Museu do Futebol em Pacaembu é um local idoneo para observar as soluções de interfaces gráficas e multimídia usadas para dialogar com o público.
Calouros de Design Gráfico e Produção Multimídia visitaram o museu junto com a nova Coordenadora de Produção Multimídia, Paula Perissinotto, analizando os espaços, de canto a canto.
O museu é dividido em dois prédios, o primeiro falando de EMOÇÃO e HISTÓRIA e o segundo de DIVERSÃO e CURIOSIDADES, tudo embaixo das arquibancadas do estádio.
Logo na entrada, os alunos observaram os banners, a comunicação visual, o ingresso e a catraca. Arquitetonicamente o museu lembra uma fábrica, com cimento queimado, colunas e sistema de ar condicionado à vista, pé direito alto e janelas grandes que olham para o estacionamento do Pacaembu.
A primeira exposição é itinerante: “Ora Bolas” – O futebol pelo mundo. Muito uso do vermelho, fotografia, som, video, adesivos no piso e paredes, iluminação teatral e uma representação do futebol através de crianças e adultos do mundo inteiro, desde os Andes até a Nova Zelândia. 
Entrando na exposição, era pertinente ver a solução do áudio e imagem projetada em tule, criando varias camadas, como também a tela que mostra o percurso do museu, criada numa estética 3 d como se fosse um playmobil. Por último foi observado o suporte em vídeo como complemento da informação fotográfica.
Subindo ao segundo andar, o grande Pelé nos recebe em três linguas e começamos a ver a história do futebol com os astros brasileiros e filmes dos grandes jogos. Os alunos observaram as interfaces criadas para ouvir narradores ou jogadas, verificaram o formato e a estética do menu e analisaram as soluções da dinâmica da interface gráfica a sua interatividade. Foi discutida a solução da interface física e interativa para acessar os programas das rádios.
Uma exposição muito interessante foi a da torcida que acontece embaixo das arquibancadas, junto à terra, com cheiro de humidade e calor, muito calor…o futebol e seus torcedores mais fiéis, de todos as classes sociais, amantes do jogo que dedicam suor e lágrimas para seu time do coração. A representação é feita através de várias projeções intercaladas, com o som forte de batucadas e gritos, dando ao visitante uma sensação impactante da energia frenética que surge nestes momentos de tensão e alegria no jogo.

O resto do museu oferece galerias de fotos do desenvolvimento do jogo no Brasil, mostrando como virou um esporte de união social, sem barreira à etnia ou classe. Logo depois podemos ver amostras dos momentos históricos no mundo, divididas por décadas e relacionadas a grandes vitórias de campeonatos mundiais. Finalmente, temos dicas do jogo e a história do inglês Charles Miller, um garoto inglês que trouxe a bola para o Brasil e apresentou o jogo ao país sem saber que viraria uma religião nacional!
Antes da saída temos um filme 3d com o jogador Ronaldinho como também interfaces interativas para vivenciar as jogadas. É possível jogar virtualmente e tentar sua sorte num chute veloz. Eu consegui chegar a 58km/hra…nada incrível mas decente para quem não joga nada, não acha?
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